{"id":664,"date":"2024-03-20T09:14:05","date_gmt":"2024-03-20T12:14:05","guid":{"rendered":"https:\/\/vidacarioca.com.br\/?p=664"},"modified":"2024-03-20T09:14:05","modified_gmt":"2024-03-20T12:14:05","slug":"christiana-guinle-retorna-aos-palcos-na-cidade-das-artes-com-o-monologo-genero-livre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vidacarioca.com.br\/index.php\/2024\/03\/20\/christiana-guinle-retorna-aos-palcos-na-cidade-das-artes-com-o-monologo-genero-livre\/","title":{"rendered":"Christiana Guinle retorna aos palcos na Cidade das Artes com o mon\u00f3logo \u201cG\u00eanero: Livre\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>\u201cG\u00eanero: Livre\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Nome conhecido da teledramaturgia brasileira, Christiana Guinle, de 57 anos, estreia nova temporada do espet\u00e1culo \u201cG\u00eanero: Livre\u201d, na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro.<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/mail.google.com\/mail\/u\/1?ui=2&amp;ik=46517b42f8&amp;attid=0.0.1&amp;permmsgid=msg-f:1793351682109429366&amp;th=18e343da717b5676&amp;view=fimg&amp;fur=ip&amp;sz=s0-l75-ft&amp;attbid=ANGjdJ-45qvD6w5hiWa66smNvjUmmLyp9KIBrBz0wQUIbbJOnRUmFZIIjszppHhXsspUbbYt6UBVtz86WT1SNw2al_eXx17aBr87lajpfQ_swdDk589-xQEMWYjKc_4&amp;disp=emb&amp;realattid=ii_ltddaje90\" alt=\"christianaGuile.jpg\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Foto: divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Com texto de Pedro Henrique Lopes e dire\u00e7\u00e3o de Ernesto Piccolo, o mon\u00f3logo estar\u00e1 em cartaz na Sala Eletroac\u00fastica aos s\u00e1bados e domingos, de 16 a 31 de mar\u00e7o. A atriz, que est\u00e1 fora das novelas desde uma participa\u00e7\u00e3o em \u201cBoogie Oogie\u201d, em 2014, se inspira em alguns epis\u00f3dios de sua vida para construir uma narrativa sobre g\u00eanero, que vai dos preconceitos arraigados no nosso dia a dia aos debates sobre liberdade em um mundo p\u00f3sg\u00eanero.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<em>Durante minha juventude, eu n\u00e3o tinha muitas refer\u00eancias de pessoas que se identificassem como fluidas. No m\u00e1ximo, tinham as pessoas andr\u00f3ginas. Eu tentava entender minha pr\u00f3pria identidade. A descoberta da n\u00e3o-binaridade e a possibilidade de fluir entre os g\u00eaneros foram libertadoramente perturbadoras. Contei toda a minha hist\u00f3ria para o Pedro, que usou as minhas mem\u00f3rias para escrever um espet\u00e1culo sobre o respeito \u00e0s nossas pr\u00f3prias individualidades. Queremos falar do corpo sem g\u00eanero. Das roupas sem g\u00eanero. Do sexo sem g\u00eanero\u201d<\/em>, explica Christiana Guinle.<\/p>\n\n\n\n<p>O termo \u201cGender fluid\u201d (G\u00eanero flu\u00eddo), ou G\u00eanero Livre, como vem se tornando conhecido no Brasil, est\u00e1 relacionado a uma identidade de g\u00eanero marcada pela capacidade de fluir e n\u00e3o se limitar por perman\u00eancias, e pode ou n\u00e3o ter rela\u00e7\u00e3o com orienta\u00e7\u00e3o sexual. Uma pessoa gender fluid pode, a qualquer momento, identificar-se como homem, mulher, neutra ou qualquer outra identidade n\u00e3o bin\u00e1ria, ou alguma combina\u00e7\u00e3o de identidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Seu g\u00eanero tamb\u00e9m pode variar de forma aleat\u00f3ria ou em resposta a diferentes circunst\u00e2ncias. \u201cG\u00eanero: Livre\u201d, re\u00fane biografias, reportagens, m\u00fasicas e relatos pessoais da atriz e da equipe criativa para refletir sobre as identidades de g\u00eanero al\u00e9m das defini\u00e7\u00f5es bin\u00e1rias de masculino e feminino.<\/p>\n\n\n\n<p>O mon\u00f3logo, al\u00e9m de passear pela trajet\u00f3ria de Christiana Guinle, resgata tamb\u00e9m personagens importantes no debate da fluidez de g\u00eanero: Thomas Baty (1869-1954), umas das primeiras pessoas documentadas como \u2018n\u00e3o-bin\u00e1rie\u2019; a atriz Rog\u00e9ria, com quem Christiana trabalhou e se tornou amiga; Kak\u00e1 Di Polly, \u00edcone drag dos anos 1980 e 90; a modelo trans Roberta Close; e muitas outras pessoas que contribu\u00edram para a (des)constru\u00e7\u00e3o social brasileira de g\u00eanero. Todos eles est\u00e3o em cena atrav\u00e9s das falas e da viv\u00eancia da Christiana.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sinopse<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Descobertas e questionamentos envolvendo identidades de g\u00eanero e orienta\u00e7\u00e3o sexual ganham a cena no espet\u00e1culo \u201cG\u00eanero: Livre\u201d. Sobre Christiana Guinle A atriz Christiana Guinle ingressou aos 15 anos na Royal Shakespeare Company, em Londres. Ganhou o pr\u00eamio Mambembe de Melhor Atriz em \u201cA Odisseia de Homero\u201d, sob dire\u00e7\u00e3o de Carlos Wilson. Em 1993, foi indicada no Pr\u00eamio Moli\u00e8re por sua atua\u00e7\u00e3o em \u201cO Inferno s\u00e3o os Outros\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1994, ganhou o APCA (Associa\u00e7\u00e3o Paulista de Cr\u00edticos de Arte) por sua atua\u00e7\u00e3o em Anjo Negro. Em 1996, foi indicada ao Shell por \u201cA Dama do Mar\u201d e no Festival Alternativo de Berlin por \u201cMetalguru\u201d. Sobre Ernesto Piccolo O diretor Ernesto Piccolo, com mais de 20 anos de experi\u00eancia, dirigiu espet\u00e1culos de extremo sucesso, como: \u201cDuetos\u201d, com Patricya Travassos e Du Moscovis (2022); \u201cDom Quixote de Lugar Nenhum\u201d, de Ruy Guerra, com Edson Celulari (2008); \u201cDiv\u00e3\u201d, com Lilia Cabral (2005); \u201cSimples Assim\u201d, texto de Marta Medeiros e Rosane Lima, com Julia Lemmertz (2019); \u201cAndan\u00e7a, Beth Carvalho o musical\u201d com texto de R\u00f4mulo Rodrigues; \u201cSonhos de um sedutor\u201d (2013) de Woody Allen; \u201cDoidas e Santas\u201d texto de Regiana Antonini a partir do livro de Martha Medeiros com Cissa Guimar\u00e3es (2010 at\u00e9 2016), e \u201cA Hist\u00f3ria de N\u00f3s 2\u201d, texto de L\u00edcia Manzo com Alexandra Richter e Marcello Valle (2009 at\u00e9 hoje); al\u00e9m do hit infantil \u201cD.P.A \u2013 A Pe\u00e7a\u201d (2019 e 2023).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sobre Pedro Henrique Lopes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Autor da com\u00e9dia musical \u201cO Meu Sangue Ferve Por Voc\u00ea\u201d, do document\u00e1rio c\u00eanico \u201cO Que Sobrou\u201d, da vers\u00e3o brasileira do espet\u00e1culo irland\u00eas \u201cMojo Mickybo\u201d, al\u00e9m dos espet\u00e1culos infantis \u201cDetetives do Pr\u00e9dio Azul \u2013 O Mist\u00e9rio do Teatro\u201d, \u201cTchibum! \u2013 A Liga Aqu\u00e1tica\u201d, \u201cA Confer\u00eancia dos Monstros\u201d, \u201cGalinha Pintadinha: Em Busca do Natal\u201d, entre outros. \u00c9 criador do projeto teatral \u201cGrandes M\u00fasicos para Pequenos\u201d, que j\u00e1 homenageou Elza Soares, Elis Regina, Milton Nascimento, Luiz Gonzaga, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Braguinha e Raul Seixas, pelo qual recebeu os pr\u00eamios de Melhor Roteiro no Pr\u00eamio Botequim Cultural 2017 e Categoria Especial no Pr\u00eamio CBTIJ de Teatro Infantil 2016.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 respons\u00e1vel pela vers\u00e3o brasileira do espet\u00e1culo oficial da Disney \u201cPrincesa\u201d. No audiovisual, Pedro assina a cria\u00e7\u00e3o e o roteiro original das anima\u00e7\u00f5es infantis \u201cDod\u00f3 e Tat\u00e1\u201d e \u201cPequenininhos\u201d, e dos curtas \u201cUm Casal Normal\u201d e \u201cTranse\u201d, selecionados em diversos festivais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ficha t\u00e9cnica:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Dire\u00e7\u00e3o: Ernesto Piccolo<\/p>\n\n\n\n<p>Interpreta\u00e7\u00e3o: Christiana Guinle<\/p>\n\n\n\n<p>Texto: Pedro Henrique Lopes<\/p>\n\n\n\n<p>Assistente de dire\u00e7\u00e3o: Kattia Hein e Mark Benjamin<\/p>\n\n\n\n<p>Coreografia e prepara\u00e7\u00e3o corporal: Kallanda Caetana<\/p>\n\n\n\n<p>Figurinos: Helena Ara\u00fajo<\/p>\n\n\n\n<p>Ilumina\u00e7\u00e3o: Gabriel Prieto<\/p>\n\n\n\n<p>Trilha sonora: Pedro Henrique Lopes e Ernesto Piccolo<\/p>\n\n\n\n<p>Caracteriza\u00e7\u00e3o e visagismo: Ricardo Moreno<\/p>\n\n\n\n<p>Produ\u00e7\u00e3o executiva: Christiana Guinle e Ernesto Piccolo<\/p>\n\n\n\n<p>Assistente de produ\u00e7\u00e3o: Layla Paganini<\/p>\n\n\n\n<p>Dire\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o: Pedro Henrique Lopes<\/p>\n\n\n\n<p>Assessoria de imprensa: AF Produ\u00e7\u00f5es &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Programa\u00e7\u00e3o visual: Yucky Designs e Ideias Realiza\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>Expans\u00e3o 2 Produ\u00e7\u00f5es Art\u00edsticas e Express\u00e3o Piccolo<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Servi\u00e7o:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>3\u00aa Temporada do Espet\u00e1culo \u201cG\u00eanero: Livre\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Data:<\/strong>&nbsp;16 a 31 de mar\u00e7o Hor\u00e1rios: S\u00e1bados 20h e Domingos 19h<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Local:<\/strong>&nbsp;Cidade da Artes \u2013 Sala Eletroac\u00fastica<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Endere\u00e7o:<\/strong>&nbsp;(Av. das Am\u00e9ricas, 5300 &#8211; Barra da Tijuca, Rio de Janeiro \u2013 RJ)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ingressos:<\/strong>&nbsp;R$ 50,00 (cinquenta reais)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Dura\u00e7\u00e3o:<\/strong>&nbsp;60 minutos<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Classifica\u00e7\u00e3o:<\/strong>&nbsp;12 anos<\/p>\n\n\n\n<p><strong>SOBRE CHRISTIANA GUINLE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Atriz Christiana Guinle se assume como g\u00eanero&nbsp;<em>\u201cG\u00eanero Flu\u00eddo\u201d<\/em>&nbsp;e destaca a import\u00e2ncia de debates \u00e0 cerca do assunto<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Fora das novelas desde uma participa\u00e7\u00e3o em \u201cBoogie Oogie\u201d, a artista abriu o jogo e contou n\u00e3o ter medo de julgamentos. \u201cEu descobri quem eu sou\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Um dos grandes nomes da teledramaturgia brasileira, Christiana Guinle, de 57 anos, se assumiu Genderfluid (g\u00eanero fluido ou queer). A atriz, que est\u00e1 fora das novelas desde uma participa\u00e7\u00e3o em \u201cBoogie Oogie\u201d, em 2014, abriu o jogo acerca do tema, pela primeira vez, e destacou a necessidade de discuss\u00f5es mais esclarecedoras sobre identidade de g\u00eanero. \u201cPara mim, g\u00eanero n\u00e3o \u00e9 algo que parece ou deva ser fixo. E nem acho que um dia ser\u00e1, pois sempre pode haver alguma fluidez. Gosto muito disso, porque na minha cabe\u00e7a, n\u00e3o preciso me rotular como isso, ou aquilo. Sou o que eu quiser ser, quem manda no meu corpo sou eu!\u201d, admitiu.<\/p>\n\n\n\n<p>O termo \u201cGender fluid\u201d, ou \u201cG\u00eanero flu\u00eddo\u201d, como vem se tornando conhecido no Brasil, est\u00e1 relacionado a uma identidade de g\u00eanero marcada pela capacidade de fluir e n\u00e3o se limitar por perman\u00eancias, e pode ou n\u00e3o ter rela\u00e7\u00e3o com orienta\u00e7\u00e3o sexual. Uma pessoa gender fluid pode, a qualquer momento, identificar-se como homem, mulher, neutra ou qualquer outra identidade n\u00e3o bin\u00e1ria, ou alguma combina\u00e7\u00e3o de identidades. Seu g\u00eanero tamb\u00e9m pode variar de forma aleat\u00f3ria ou em resposta a diferentes circunst\u00e2ncias.<\/p>\n\n\n\n<p>Artistas internacionais como Maisie Williams, popular por viver Arya Stark na s\u00e9rie de televis\u00e3o Game of Thrones; Emma Corrin, Int\u00e9rprete da Princesa Diana em The Crown; Ruby Rose, atriz que interpretou a Batwoman na s\u00e9rie de TV; e Erika Linder, modelo e atriz sueca que ganhou notoriedade por modelar roupas masculinas e femininas, s\u00e3o alguns dos mais conhecido exemplos de celebridades assumidamente \u201cGender fluid\u201d. No Brasil, Christianha Guinle, que come\u00e7ou sua carreira aos 13 anos de idade e coleciona pap\u00e9is memor\u00e1veis em novelas e miniss\u00e9ries como \u201cLado a Lado\u201d, \u201cTi ti ti\u201d, \u201cJK\u201d, \u201cUm S\u00f3 Cora\u00e7\u00e3o\u201d, \u201cA Casa das Sete Mulheres\u201d, \u201cChiquinha Gonzaga\u201d, e outros, \u00e9 a primeira artista a levantar publicamente \u00e0 bandeira.<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cN\u00f3s somos minoria. Em pleno s\u00e9culo 21, e por 13 anos no topo da lista, o Brasil continua sendo o pa\u00eds que mais mata travestis no mundo. Quando foi que nos tornamos t\u00e3o moralistas assim? Precisamos neste momento, lutar e fala mais sobre isso, para que as pessoas n\u00e3o sofram persegui\u00e7\u00f5es. Eu descobri quem eu sou. N\u00e3o quero ter que viver numa pris\u00e3o, com medo de me expor. Sou g\u00eanero flu\u00eddo e com muito orgulho. E estou preparada para o que vier pela frente, seja uma coisa muito boa ou n\u00e3o. Continuo atriz, e nada me impede de fazer um papel, isso vai depender mais do preconceito que os diretores e\/ou produtores possam vir a ter, do que meu talento e capacidade de interpretar em si\u201d<\/em>, pontuou Christiana explicando o porqu\u00ea da sua decis\u00e3o de falar sobre o assunto agora.<\/p>\n\n\n\n<p>E continuou: \u201cAs fronteiras entre o feminino e o masculino, podemos dizer, praticamente n\u00e3o existem. Somos antes de tudo, indiv\u00edduos e \u00fanicos. Por tudo isso, essa discuss\u00e3o de g\u00eanero \u00e9 de total import\u00e2ncia, n\u00e3o s\u00f3 na moda, mas tamb\u00e9m. Porque, talvez muita gente n\u00e3o saiba, mas existem pessoas que n\u00e3o tem seu g\u00eanero definido ao nascimento. S\u00e3o pessoas no mundo todo e de repente at\u00e9 a\u00ed do seu lado, ou mesmo dentro de voc\u00ea, que, independentemente de sua sexualidade, n\u00e3o se identificam com o corpo que lhe foi ofertado pela natureza e sofrem. \u00c9 um assunto que pode parecer um pouco complexo hoje, mas que num futuro, espero que breve, ser\u00e1 mais f\u00e1cil de compreender\u201d, acrescentou.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Preconceito e autoconhecimento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A atriz, que atualmente est\u00e1 trabalhando no projeto \u201cG\u00eanero Livre\u201d, mon\u00f3logo teatral baseado em sua hist\u00f3ria, conta que, apesar de ter tomado conhecimento do termo h\u00e1 pouco tempo, se identifica dessa forma desde os 15 anos de idade. \u201cEu me considerava apenas l\u00e9sbica. N\u00e3o sabia o que era ser flu\u00edda, o termo ainda era pouco popular. E como l\u00e9sbica sofri com algumas atitudes, em especial da minha m\u00e3e que n\u00e3o conseguia suportar a ideia de ter uma filha \u2018sapat\u00e3o\u2019. Na sociedade desconfiavam da minha sexualidade, mas eu n\u00e3o me assumia por medo de ser julgada e at\u00e9 perder meu emprego como atriz. Havia muito preconceito e at\u00e9 meu agente pedia para eu ser muito discreta\u201d, relembra a atriz, afirmando que este preconceito ainda \u00e9 muito forte no meio art\u00edstico, mesmo que se diga o contr\u00e1rio hoje.<\/p>\n\n\n\n<p>O pouco conhecimento sobre o termo \u201cg\u00eanero flu\u00eddo\u201d, ali\u00e1s, est\u00e1 presente na maioria da popula\u00e7\u00e3o. Mas apesar disso, a ideia de que h\u00e1 mais do que apenas homens e mulheres no mundo, a n\u00e3o conformidade de g\u00eanero n\u00e3o \u00e9 algo que tenha surgido apenas agora com a modernidade. De acordo com alguns estudiosos, Exemplos de pessoas que desafiam conven\u00e7\u00f5es tradicionais de g\u00eanero existem entre culturas e per\u00edodos hist\u00f3ricos diferentes. H\u00e1 as Hijras da \u00cdndia, os antigos eg\u00edpcios que trocavam o g\u00eanero das mulheres para entrar na vida ap\u00f3s a morte, e at\u00e9 um terceiro g\u00eanero retratado na arte italiana do s\u00e9culo XVIII, para citar alguns.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 um assunto ainda muito delicado. Sei que alguns me aceitar\u00e3o e outros ir\u00e3o jogar pedras. Mas lido com tudo isso sendo flu\u00edda. Precisamos dar voz a esse movimento \u00e9 como uma esp\u00e9cie de servi\u00e7o p\u00fablico, ao qual me sinto completamente habilitada a prestar, seja em qualquer a\u00e7\u00e3o ou discuss\u00e3o. Precisamos de representa\u00e7\u00e3o na causa para mostrar que somos indiv\u00edduos, antes de qualquer coisa. E merecemos ser respeitados, hoje, amanh\u00e3 e sempre!\u201d, conclui.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sobre Christiana Guinle<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Christiana Guinle mostrou interesse pelas artes desde crian\u00e7a e, embora tenha talento para fotografia, design, canto e para o saxofone, foi na carreira de atriz que investiu e \u00e0 qual se dedicou. Desde que foi graduada pela Royal Shakespeare Company, na Inglaterra \u2013 onde, aos 15 anos, obteve bolsa de estudos -, a atriz n\u00e3o parou de interpretar.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil e no exterior, atuou em importantes obras, como a Odiss\u00e9ia de Homero, que lhe rendeu o Pr\u00eamio Mambembe de melhor atriz ; O inferno S\u00e3o os Outros, pelo qual foi indicada ao Pr\u00eamio Moli\u00e8re de melhor atriz; O anjo negro, de Nelson Rodrigues, pelo qual ganhou o APCA como melhor atriz; e God, de Woody Allen, como atriz e produtora, al\u00e9m de A Dama do Mar, de Henrik Ibsen, produ\u00e7\u00e3o internacionalmente elogiada, com destaque por seu trabalho n\u00e3o s\u00f3 como atriz, mas tamb\u00e9m na produ\u00e7\u00e3o da pe\u00e7a: a estrutura foi erguida no P\u00eder Mau\u00e1, e entrava em cena um navio de verdade.<\/p>\n\n\n\n<p>No cinema, esteve em A Espera, de Luiz Fernando Carvalho, premiado como melhor filme no Festival de Cinema de Gramado, entre outros. E, na televis\u00e3o, Christiana atuou em grandes miniss\u00e9ries da Rede Globo, como Chiquinha Gonzaga; A Casa das Sete Mulheres; JK e, em 2012 na novela das 18h, Lado a Lado, com a personagem Carlota, muito elogiada pela cr\u00edtica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cG\u00eanero: Livre\u201d Nome conhecido da teledramaturgia brasileira, Christiana Guinle, de 57 anos, estreia nova temporada do espet\u00e1culo \u201cG\u00eanero: Livre\u201d, na<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_layout":"default_layout","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[],"class_list":["post-664","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-shows"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vidacarioca.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/664","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/vidacarioca.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vidacarioca.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vidacarioca.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vidacarioca.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=664"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/vidacarioca.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/664\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":665,"href":"https:\/\/vidacarioca.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/664\/revisions\/665"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vidacarioca.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=664"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vidacarioca.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=664"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vidacarioca.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=664"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}